24 julho 2015

{Resenha} Perdas e Danos - Diane Chamberlain

Diane Chamberlain
Nome do livro: Perdas e Danos
Autor(a): Diane Chamberlain
Editora: Arqueiro
Nº de Pág: 256
Classificação:
Sinopse: Travis Brown é um rapaz diferente da maioria dos jovens de sua idade. Aos 23 anos, já conheceu – e perdeu – seu grande amor, já precisou lutar pela guarda da filha na justiça e agora trabalha incansavelmente para sustentá-la. Sua rotina não é fácil, mas ele consegue levar uma vida digna.
De repente, tudo começa a dar errado: ele perde o emprego, sua casa pega fogo e sua mãe morre. Sem ter a quem recorrer, precisa ir morar com a filha em um acampamento para trailers. Lá, conhece Savannah, uma jovem linda e sexy que realmente parece querer ajudá-lo.
É ela quem lhe fala sobre a vaga em uma obra em Raleigh, uma cidade próxima. Travis não quer se mudar, mas não tem alternativa: seus últimos dólares estão acabando e ele não vê a menor perspectiva de conseguir mais dinheiro.
No entanto, ao chegar a Raleigh e conhecer Roy, seu suposto empregador, ele descobre que o trabalho na verdade é um roubo. Roy garante que será a única vez e que a quantia que Travis receberá será suficiente para tirá-lo do sufoco por um bom tempo.
Agora, de frente para a maior encruzilhada de sua vida, Travis precisa decidir que caminho seguir para continuar sendo um pai exemplar.

Diane me encantou tanto com esse livro que corri para adquirir o primeiro lançado aqui, o "Segredos e Mentiras". Em Perdas e Danos conhecemos a história através dos olhos de 3 personagens centrais: Travis, Robin e Erin.

Travis tem apenas 23 anos e sustenta sozinho sua filha de 4 anos, Bella desde que a menina nasceu. Após perder a mãe e sua casa em um incêndio, Travis viu-se obrigado a deixar o emprego para ficar com a menina. Sem casa e com o pouco dinheiro que não estava guardado em casa, eles se mudam para um acampamento de traillers. Com dificuldade de encontrar um novo emprego, e sem dinheiro para pagar o aluguel do trailer, ele aceita a indicação de sua "vizinha" e vai para Raleigh conversar com Roy que tem uma oferta de trabalho para ele.

Robin ficou grávida aos 18 anos, mas em virtude de uma séria doença cardíaca e pressionada pelo pai, ela não quer ficar com o bebê e pretende dá-lo para adoção. Agora com 22 anos, com a morte do pai e um coração transplantado, ela refez sua vida, é gerente de uma pousada e está noiva de Dale Hendricks, político influente e candidato a prefeito de Beaulfort. Sua vida não poderia ser mais perfeita, se não fosse pela gravidez de sua cunhada adolescente, Alissa, agora, os fantasmas de um passado lhe assombram a cada minuto ao lado criança, onde ela deseja estar com a filha que jamais pegou no colo.

Erin, por sua vez, é uma farmacêutica que vive o seu pior pesadelo, condenada a uma vida na ausência de sua filha Carolyn, de 3 anos. Com a morte da filha, a dor se tornou insuportável, assim como a convivência com Michael. Na tentativa de se afastar das infinitas e dilacerantes lembranças que uma casa traz, ela se muda para um pequeno apartamento, onde não há nada que a faça lembrar da filha, nem pessoas que lhe olhem com pesar.

A vida desses 3 personagens acabam se entrelaçando, fazendo com que todos superem seus medos, seus traumas e suas dificuldades.

Com uma narrativa leve e uma trama extremamente dramática, me emocionei, me questionei como mãe/pai, sofri e chorei com os personagens centrais.

Sem dinheiro, Travis e Bella vivem no carro em um estacionamento na frente de um café, onde eles fazem a higiene e onde dividem um muffin, sua alimentação diária. Isso partiu meu coração e contrariou toda minha convicção de que todo esse sacrifício seria atitude de mãe, mostrando que independente do grau de parentesco, o amor faz sacrifícios.

Para mim, nada justificou a atitude de Robin de abandonar seu bebê, ainda que isso prejudicasse as chances de um transplante. Seu pai, se quisesse teria condições de criar essa criança, mas sem amor, o que ela teria? Como pôde Robin seguir a vida dessa forma, como se nada tivesse acontecido, como se existisse uma borracha capaz de apagar uma vida deixada à deriva. Com o tempo consegui me afeiçoar e sofrer com ela a cada vez que pegava a sobrinha nos braços, uma dor fantasma, foi o que ela sentiu, a ausência de quem nunca esteve presente.

Erin então, dilacerou meu coração com sua história e ainda que muitos possam achar sua reação exagerada, eu não me vi fazendo nada menos do que ela. Realmente não quero saber, mas a dor da perda de um filho deve ser a pior dor do mundo, uma dor que não deixa, que se alimenta de si próprio. Como ser feliz, como seguir adiante? Como limpar um quarto cheio de brinquedos? Como ser mãe novamente? Como encarar diariamente um marido que seguiu adiante? Como não culpá-lo ainda que não seja culpado? Muitas e muitas vezes me peguei pensando sobre aquele "cuidado exagerado" que as mães têm, sobre a diferença entre homens e mulheres acerca da noção de perigo enquanto elas acham que é proteção, eles acham que é sufocamento. E quando acontece alguma coisa nessa situação? Como lidar? Ai ai ai

O perdão é um dos sentimentos mais trabalhados nessa história, não só de uns aos outros, como o perdão a si próprio, pelos próprios erros. Altamente indicado para os amantes de uma boa história de romance, drama e superação.

Um comentário:

  1. eu tinha uma visão meio distorcida da história, não a percebia por essa riqueza de emoções, gostei da resenha e quero esse livro pra ontem!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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