Olá Pessoal,
Hoje temos aqui, mais uma resenha do livro Para Sempre!!!
Bom, o livro é fininho, só terminei em 3 dias pq tive pouco tempo por dia para ler, senão teria terminado em um dia só!
A Capa possui a foto fosca, com apenas o título brilhante em alto relevo, a contra capa e ao contrário, a foto é brilhante!
Os capítulos são grandes sim, mas as letras têm um tamanho ideal e a leitura acaba fluindo bem, este é outro livro que vejo que tem sumário!!!
Comecei a ler o livro sem conhecer a historia, sem ler sinopse e muito menos a orelha do livro! Somente sabendo que era uma história real do casal Krickitt.
A história é narrada em 1ª pessoa pelo Kim (Kimmer Carpenter) e nos conta sua história de vida ao lado de sua esposa Krickitt, desde que a conheceu até os tempos atuais.
O livro possui um prólogo que se passa em Dezembro de 1993, onde ele e sua esposa Krickitt, estão em uma sessão de terapia. Nesta sessão, o terapeuta faz algumas perguntas para situar Krickitt no tempo (em que ano estamos, quem é o presidente, quem é sua mãe, quem é seu pai, etc). O terapeuta pergunta quem é seu marido e a resposta, abala Kim:
" - Não sou casada" (pág 8)
A partir do primeiro capítulo, Kim começa a contar-nos sua história e de como conheceu Krickitt para explicar os acontecimentos do prólogo.
Ele era técnico de um time de beisebol do Highlands Cowboys em Las Vegas - Novo México e decidiu comprar algumas jaquetas esportivas para ele e seus assistentes técnicos. Consultando um catálogo, Kim ligou na loja Jammin Sportswear que ficava na Califórnia, para encomenda-las.
Kim foi atendido por uma moça chamada Krickitt que trabalhava como atendente telefônica nesta loja de artigos esportivos e contagiava seus clientes com seu bom humor.
"Ela era tão incrivelmente agradável e atenciosa que não consegui evitar de pensar que meu dia ficou melhor simplesmente por ter conversado com ela" (Pág 12)
Kim, resolveu ligar outras vezes, usando a encomenda das jaquetas como desculpa para falar com Krickitt.
"O que havia naquela pessoa chamada Krickitt que, de repente, fizera com que eu me sentisse como um adolescente nervoso e apaixonado? (pág 13)
Com o passar do tempo, começaram a falar sobre outros assuntos e Krickitt passou seu telefone de casa e Kim começou a telefonar-lhe algumas noites, onde puderam saber mais um sobre o outro, inclusive que Krickitt praticava esportes desde pequena e que ela começou a entender o cristianismo depois de ler "As 4 leis espirituais". Além disso passaram a se corresponder por cartas e enviar fotografias, até o momento em que resolveram se conhecer.
Krickitt foi até o Novo México passar o final de semana. Nada aconteceu entre eles, além da certeza de um futuro juntos. Pouco tempo depois Kim e Krickitt consumaram o casamento.
"Depois de fazermos nossos votos, o pastor pediu que meu padrinho de casamento, Mike Kloeppel, trouxesse as alianças. Mike colocou a mão por dentro de seu paletó, mas, em vez de tirar as alianças, tirou de lá uma luva preta de beisebol, novinha e recém engraxada, de modo que brilhasse. Mike me entregou a luva. Eu a coloquei na mão e fiz um sinal para o pai de Krickitt, que abriu um grande sorriso, ficou em pé e arremessou uma bola de beisebol para que eu a apanhasse.Peguei a bola ainda no ar, joguei a luva por cima do ombro para Mike e removi um pedaço de fita adesiva que estava na bola. Dentro da bola estava a aliança de Krickitt" (Pág 26)
Dois meses após o casamento, o casal decide passar o feriado de Ação de Graças em Phoenix. Kim, que estava na direção do veículo, começou a passar muito mal, trocando de lugar com Krickitt e deitando-se no banco de trás para descansar. Kim acordou repentinamente com um grito agudo de "Cuidado" e levantou-se bem a tempo de sentir o impacto da batida. O carro capotou uma vez e meia e arrastou-se por 32 metros de cabeça para baixo.
Kim estava vivo, porém muito ferido e com o rosto defigurado. Já Krickitt, estava de cabeça para baixo, presa no cinto de segurança, desacordada e sangrando. Levados para o hospital, Kim tomou conhecimento de que o estado de Krickitt era gravíssimo e que ela poderia não resistir. Decisões médicas encaminharam Krickitt para o hospital da cidade de Albuquerque. Kim permaneceu no hospital, saindo de lá horas depois, mesmo contrariando ordens médicas. Ele queria estar com ela, com sua esposa.
Seu pai foi buscar-lhe para levá-lo ao encontro de Krickitt, no caminho Kim pensou que se Krickitt morresse, ele não teria mais motivos para viver. Krickitt permaneceu em coma e com a pressão intracraniana alta e a pressão sanguínea muito baixa, tendo sido desenganada pelos médicos. Porém a Fé de Krickitt e a de Kim era tamanha que Krickitt foi melhorando aos poucos. Era um Milagre!
"Com a permissão do médico, eu colocava pequenos pedaços de gelo em sua boca (...) Depois de dar mais alguns pedaços de gelo a ela, coloquei meu rosto a poucos cm do dela.
- Eu amo você, Krickitt - eu disse, delicadamente.
- Eu também amo você.
Eu não conseguia acreditar! Minha esposa não havia apenas falado, mas ela havia dito as palavras que eu desejava ouvir. A minha Krickitt havia retornado. O simples fato de ouvir aquelas palavras fez com que eu soubesse que tudo ficaria bem" (pág 59).
Krickitt milagrosamente foi melhorando e respondendo à estímulos, abrindo os olhos, sentando, levantando e posteriormente andando, ainda que se apoiando e arrastando o pé direito e com o pulso contorcido. Ela falava sem entonação de voz, nem expressão facial. Havia sequelas.
Krickitt foi para um Instituto neurológico em Phoenix, onde foi tratada por diversos especialistas, entre eles o terapeuta que realizou as perguntas apresentadas no Prólogo. Krickitt teve uma lesão cerebral que removeu sua memória curta, fazendo-a esquecer que conheceu, namorou e casou-se com Kim.
A partir daí, começa a luta de Kim e Krickitt para sua recuperação. A situação entre os dois não foi das melhores, ela sequer sabia quem ele era.
Não vou contar mais, pq senão entrego toda a história que é bonita de se conhecer e que nos mostra a incessante busca pela cura, por ambos.
Eu gostei da narrativa ter sido de Kim, mas amaria que Krickitt tivesse dado o ar da graça para expor seus sentimentos e pensamentos da época. Eu achei o livro um pouco corrido e superficial, algumas passagens ficaram sem explicação, como por exemplo as diversas e diversas vezes que ele conta que a financeira estava em seu pé devido à grande soma devida pelos gastos médicos e de repente ele relata, naturalmente, que tinha se livrado daquele fardo (COMO??? O.O).
Depois que Krickitt decididamente não mais lembrava de Kim e quando teve as sequelas da lesão no cérebro ficando sensível e agressiva, este mostrou-se absurdamente egoísta, e em diversas passagens só sabia perguntar a Deus quando Krickitt voltaria a ser como antes... tive vontade de gritar diante das páginas: NUNCA SEU IDIOTA! Poxa, será que ele não entendia a gravidade do acidente? Fiquei me perguntando se ele somente a amaria se fosse normal, como antes.
Depois sentei, relaxei e me puxei a orelha lembrando que eu estava lendo uma história real e não um romance imaginário. Ali era o relato de um ser humano de verdade e que como tal tem seus defeitos e falhas. depois disso "fiz as pazes" com Kim e terminei de ler.
Senti falta de saber como Krickitt tinha ficado fisicamente, 100% saudável? não sei dizer.
como ficou Krickitt mentalmente, 100% saudável exceto pelas memórias do marido? não sei também.
Algumas partes mais interessantes tinham que ser contadas por Krickitt.
O livro vale a pena sim ser lido, porém sem grandes expectativas, tendo sempre em mente que se trata de acontecimentos reais.
Minha avaliação foi:
É isso aí pessoal nem sempre gostamos de tudo não é mesmo?
Beijos
Chrys